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Ciberlab apoia operações contra golpes de falsa audiência, falso leilão e fraude bancária em três estados

Profissional de cibersegurança monitora várias telas em uma sala escura.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), apoiou três operações contra fraudes eletrônicas realizadas por polícias civis estaduais em 24 de setembro de 2026. As ações ocorreram no Ceará, no Rio Grande do Sul e no Pará e investigaram suspeitas de estelionato virtual, fraude bancária, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas.

As investigações também tiveram desdobramentos em São Paulo, Pernambuco, Tocantins, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os casos envolvem diferentes métodos usados para induzir vítimas ou empresas a fornecer informações e realizar transferências financeiras.

Golpe da falsa audiência usava videochamadas para acessar contas bancárias

No Ceará, a operação investigou o chamado golpe da falsa audiência judicial. Segundo as informações divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, os suspeitos se apresentavam como advogados ou representantes do Poder Judiciário e entravam em contato com as vítimas por meio de videochamadas.

Durante as conversas, os investigados afirmavam que as vítimas teriam valores de indenizações a receber. A partir dessa abordagem, elas eram orientadas a acessar aplicativos bancários, o que permitiria aos criminosos realizar transferências fraudulentas. A investigação resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em São Paulo e Pernambuco.

A estratégia descrita no inquérito combina engenharia social, uso indevido de referências ao sistema de Justiça e manipulação das vítimas durante um contato remoto. A falsa promessa de recebimento de dinheiro era usada para criar credibilidade e conduzir as pessoas a uma situação em que seus próprios dispositivos bancários poderiam ser explorados.

Operação Lance Cego apura falsos leilões de veículos

No Rio Grande do Sul, a Operação Lance Cego teve como alvo uma organização suspeita de anunciar falsos leilões de veículos pela internet. A apuração aponta que o grupo teria feito mais de 90 vítimas em diferentes estados e provocado um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1 milhão.

Como parte da ofensiva, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão em municípios do estado de São Paulo. Também houve determinação judicial para o bloqueio de contas vinculadas ao esquema investigado.

Os falsos leilões exploram a expectativa de consumidores interessados em adquirir veículos por valores abaixo dos praticados no mercado. Ao utilizar páginas e anúncios na internet, os suspeitos podem alcançar vítimas de diferentes regiões, o que amplia a dimensão das investigações e exige a troca de informações entre as polícias civis.

Grupo no Pará teria desviado R$ 500 mil de empresa

No Pará, a Operação Firewall investigou uma organização suspeita de praticar fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Conforme a apuração apresentada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, os envolvidos teriam usado técnicas de engenharia social para obter credenciais bancárias de uma empresa de telecomunicações.

Com essas informações, o grupo teria realizado transferências não autorizadas que somaram aproximadamente R$ 500 mil. A operação cumpriu 15 mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão no Pará, Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

A obtenção indevida de credenciais bancárias é uma das etapas centrais investigadas no caso. A partir da manipulação de pessoas ou do uso de informações obtidas de forma fraudulenta, os suspeitos teriam conseguido acesso suficiente para movimentar recursos da empresa sem autorização.

Ciberlab amplia integração contra crimes digitais

As três operações mostram a presença de diferentes modalidades de crimes digitais, desde golpes direcionados a pessoas físicas até ataques contra contas de empresas. Embora os métodos tenham características distintas, os casos investigados têm em comum o uso da internet, da engenharia social e de recursos tecnológicos para alcançar vítimas e movimentar valores.

A atuação do Ciberlab ocorre como apoio técnico e de integração às polícias civis responsáveis pelas investigações. A cooperação entre órgãos de segurança é especialmente relevante em crimes com ramificações interestaduais, nos quais suspeitos, vítimas, contas bancárias e dispositivos eletrônicos podem estar localizados em diferentes unidades da Federação.

As informações divulgadas sobre as operações descrevem suspeitas investigadas pelas autoridades e decisões judiciais cumpridas em cada ação. Os casos seguem sob apuração pelas polícias civis responsáveis, que deverão reunir elementos sobre a participação dos envolvidos, a extensão dos prejuízos e o destino dos valores movimentados.

Redação Diário da Polícia

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