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Operação Mercador mira desvio de armas para facções em quatro estados

Diversas armas de fogo expostas sobre uma mesa metálica em ambiente industrial

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta segunda-feira (28 de setembro de 2026), a Operação Mercador, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de adquirir e comercializar armas de fogo para grupos criminosos. A ação foi realizada de forma integrada em quatro estados: Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Sul.

De acordo com as informações divulgadas pela CNN Brasil, os mandados foram cumpridos em Salvador e Lauro de Freitas, na Bahia; no Rio de Janeiro e em Niterói, no estado do Rio; em Fortaleza e Icapuí, no Ceará; e em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. A abrangência da operação indica que a apuração envolve diferentes etapas de circulação e negociação dos armamentos.

Investigação apura fraude em registros de CAC

Segundo as informações reunidas na investigação, o grupo utilizava documentos fraudulentos para obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador, conhecidos pela sigla CAC. Com esses registros, os suspeitos conseguiriam comprar armas de fogo que, posteriormente, seriam desviadas para o mercado ilegal e encaminhadas a grupos criminosos.

A apuração também alcança possíveis crimes de falsidade documental, lavagem de dinheiro e comércio clandestino de armas e munições. O uso de documentação falsa para viabilizar a aquisição dos equipamentos é um dos principais pontos da Operação Mercador, que busca identificar os integrantes da organização e a estrutura empregada para movimentar os produtos.

O Portal Massa informou que os chamados falsos CACs são alvo da ofensiva por causa da suspeita de utilização irregular desses registros. A investigação, no entanto, deverá esclarecer a participação individual dos alvos e a extensão da rede formada para a aquisição e a revenda dos armamentos.

Mandados foram cumpridos em quatro estados

Os primeiros balanços divulgados ao longo do dia apontaram o cumprimento de mais de 25 mandados judiciais e prisões em diferentes estados. Atualizações publicadas durante a operação indicaram oito pessoas presas. As medidas foram autorizadas pela Justiça no âmbito da investigação conduzida pelas forças de segurança.

Durante as diligências, foram apreendidos veículos, celulares, computadores, armas, munições, dinheiro e documentos. O material deverá ser analisado pelos investigadores para auxiliar na identificação dos vínculos entre os suspeitos, na reconstrução das transações e na apuração de possível movimentação financeira relacionada ao comércio ilegal.

Além das prisões e apreensões, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores ligados aos investigados. A medida tem como objetivo atingir a estrutura financeira suspeita de sustentar as atividades da organização e preservar recursos que possam estar relacionados aos crimes apurados.

Atuação integrada das polícias

A Operação Mercador é conduzida por unidades especializadas da Polícia Civil da Bahia, incluindo a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, conhecida como Desarme, e o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado, o Draco. Outros departamentos policiais e forças de segurança dos estados envolvidos também participaram do cumprimento das ordens judiciais.

Para o Brumado Urgente, a investigação tem como foco uma organização criminosa envolvida no comércio ilegal de armas de fogo. A presença das equipes em cidades de quatro estados evidencia a necessidade de cooperação entre as polícias para localizar suspeitos, cumprir mandados e reunir provas sobre a circulação clandestina dos armamentos.

As informações divulgadas pelo R7 também apontaram as oito prisões, as apreensões realizadas e o bloqueio patrimonial autorizado pela Justiça. A investigação continua para esclarecer como os armamentos eram obtidos, quais grupos criminosos seriam destinatários dos produtos e de que forma os recursos eram movimentados.

Redação Diário da Polícia

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