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Operação Desmanche apreende quase 10 toneladas de peças automotivas em Viamão

Diversas peças de escapamento automotivo expostas em uma parede de uma garagem industrial

A 204ª edição da Operação Desmanche apreendeu aproximadamente 10 toneladas de peças automotivas e 105 quilos de cabos de alumínio pertencentes à CEEE Equatorial em um estabelecimento fiscalizado em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação foi realizada em 24 de setembro de 2026 e divulgada pelo Governo do Rio Grande do Sul quatro dias depois.

Durante a fiscalização, um homem foi preso em flagrante por receptação qualificada e por crime ambiental relacionado à poluição hídrica. O estabelecimento também recebeu uma notificação do Corpo de Bombeiros Militar. As informações foram divulgadas pelo Portal do Estado do Rio Grande do Sul.

Apreensão ocorreu em estabelecimento de Viamão

O material encontrado durante a operação incluía um volume expressivo de peças automotivas, além dos cabos de alumínio vinculados à concessionária de energia. A presença dos cabos entre os itens apreendidos amplia o impacto da ocorrência, uma vez que materiais dessa natureza fazem parte da estrutura utilizada na prestação de serviços de infraestrutura.

A divulgação oficial não atribui ao preso a prática de furto dos cabos ou de outros delitos além daqueles informados no flagrante. O registro apresentado pelas autoridades aponta a prisão por receptação qualificada e por crime ambiental relacionado à poluição hídrica, sem detalhar, na fonte consultada, a origem específica de cada peça ou as circunstâncias que levaram à localização do material.

Além da prisão, o estabelecimento foi alvo de medidas administrativas e de segurança. O Corpo de Bombeiros Militar emitiu uma notificação após a fiscalização. A ocorrência reúne, portanto, desdobramentos criminais e providências relacionadas às condições de funcionamento do local vistoriado.

Força-tarefa reuniu órgãos estaduais

A operação mobilizou servidores da Secretaria da Segurança Pública, da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Instituto-Geral de Perícias, do Corpo de Bombeiros Militar e do DetranRS. Um representante da CEEE Equatorial também acompanhou a ação, especialmente em razão da apreensão dos cabos de alumínio associados à concessionária.

A atuação conjunta permite reunir competências diferentes em uma mesma fiscalização. Enquanto as forças policiais verificam possíveis crimes e realizam prisões quando há situação de flagrante, os órgãos técnicos e administrativos contribuem para a identificação dos materiais, a análise das condições do estabelecimento e a adoção das providências correspondentes.

Em casos que envolvem peças automotivas e sucatas, a verificação da procedência dos itens é um dos pontos centrais. A comercialização de componentes sem origem comprovada pode alimentar uma cadeia de receptação e dificultar a identificação de veículos ou partes obtidas de forma ilícita. A operação busca interromper esse circuito por meio da fiscalização de ferros-velhos e empreendimentos semelhantes.

Operação combate comércio irregular de peças

A Operação Desmanche é uma iniciativa permanente voltada ao enfrentamento do comércio ilegal de peças automotivas de origem suspeita, da receptação de veículos e da atuação irregular de estabelecimentos que trabalham com sucata. A fiscalização também tem relação com a necessidade de rastrear materiais que podem ter sido retirados de veículos ou de estruturas de serviços públicos.

O Governo do Rio Grande do Sul já divulgou outras ações da operação no Estado, incluindo fiscalizações em estabelecimentos que armazenavam sucatas automotivas de forma irregular. Em uma publicação sobre uma operação realizada em Porto Alegre, o Portal do Estado do Rio Grande do Sul também descreveu a iniciativa como uma frente permanente de combate a esse tipo de atividade.

A apreensão em Viamão reforça a dimensão logística desse tipo de fiscalização. Quase 10 toneladas de peças exigem espaço para armazenamento, circulação e eventual comercialização, o que torna os estabelecimentos fiscalizados pontos estratégicos para identificar materiais sem procedência regular. A localização de cabos pertencentes à CEEE Equatorial acrescenta ao caso uma possível conexão com prejuízos à infraestrutura de energia, embora a fonte oficial não informe a origem individual de cada item.

Com a prisão em flagrante, o caso passa a ser analisado pelas autoridades responsáveis pelos crimes registrados. A perícia e os procedimentos de investigação poderão contribuir para esclarecer a procedência das peças, a forma de armazenamento e as circunstâncias relacionadas à poluição hídrica. Até a divulgação oficial consultada, não foram apresentados outros detalhes sobre eventuais envolvidos ou sobre o destino dos materiais apreendidos.

Redação Diário da Polícia

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