A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, em 29 de outubro de 2026, a Operação Mexicano para investigar um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de São Leopoldo, a ação resultou, até a divulgação das informações oficiais, na prisão de dez pessoas e na apreensão de drogas.
Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a Justiça expediu 11 mandados de prisão preventiva, seis medidas cautelares diversas da prisão e 15 mandados de busca e apreensão. Também foram autorizados o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens ligados aos investigados.
As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes regiões do estado. A operação alcançou municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre, do Litoral Norte e de outras áreas do Rio Grande do Sul, incluindo Novo Hamburgo, São Leopoldo, Portão, Imbé, Osório, Capão da Canoa, Charqueadas, Montenegro e Porto Alegre.
Investigação mira tráfico por tele-entrega
De acordo com a investigação, o grupo utilizaria o sistema de tele-entrega para comercializar entorpecentes. A apuração aponta ainda que as drogas negociadas seriam de alto custo, característica que levou os investigadores a concentrar esforços não apenas na distribuição, mas também na estrutura financeira associada à atividade criminosa.
A suspeita de lavagem de dinheiro está relacionada à tentativa de ocultar ou movimentar recursos obtidos com o tráfico. Por isso, além das prisões e buscas, a operação incluiu medidas patrimoniais. O bloqueio de valores e o sequestro de bens buscam atingir recursos que, segundo a investigação, podem estar vinculados ao funcionamento do grupo.
A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado, o valor total dos ativos bloqueados, a quantidade ou os tipos de drogas apreendidas, nem a identidade dos presos. Os alvos são investigados, e as medidas foram cumpridas com autorização judicial. A existência das prisões não representa, por si só, condenação definitiva.
Ação envolveu diferentes regiões do estado
A dimensão territorial da Operação Mexicano aparece na lista de municípios atingidos pelos mandados. As diligências ocorreram em cidades da região metropolitana, do litoral e do interior, indicando que a investigação alcançou diferentes pontos relacionados à atuação do grupo suspeito.
Entre os locais citados estão Novo Hamburgo e São Leopoldo, onde a apuração foi coordenada pela DRACO, além de Portão, Imbé, Osório, Capão da Canoa, Charqueadas, Montenegro e Porto Alegre. A participação de equipes em áreas distintas permitiu o cumprimento simultâneo das determinações judiciais.
A operação também contou com o apoio da Polícia Penal. A cooperação entre os órgãos de segurança foi empregada no cumprimento das medidas determinadas pela Justiça, que incluíram prisões preventivas, buscas, cautelares e providências voltadas ao patrimônio dos investigados.
Medidas atingem estrutura financeira
Operações com bloqueio de ativos e sequestro de bens procuram avançar sobre a capacidade econômica de grupos envolvidos com o tráfico. No caso da Operação Mexicano, as medidas patrimoniais foram realizadas junto com as diligências criminais conduzidas pela Polícia Civil.
O conjunto de decisões judiciais alcançou pessoas suspeitas de participar da comercialização de drogas e da movimentação dos recursos associados ao crime. A investigação, conforme a Polícia Civil gaúcha, busca esclarecer a forma de atuação do grupo e identificar a relação entre o tráfico por tele-entrega e a possível lavagem de dinheiro.
Até a publicação do comunicado oficial, dez dos 11 alvos de prisão preventiva haviam sido localizados. A Polícia Civil informou também que drogas foram apreendidas durante a operação, mas não apresentou detalhes sobre o volume ou sobre o local específico das apreensões.
A Operação Mexicano faz parte das ações de repressão ao tráfico e às organizações criminosas no Rio Grande do Sul. O caso reúne medidas de investigação, prisão e descapitalização de um grupo suspeito, com atuação atribuída a diferentes municípios e possível uso de um modelo de distribuição por tele-entrega.



