A Operação Força Integrada IV mobilizou forças de segurança em 19 estados brasileiros nesta quarta-feira (16) e resultou em 137 prisões, segundo o balanço divulgado pelas autoridades. Coordenada pela Polícia Federal, a ofensiva foi realizada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que atuaram simultaneamente em 20 bases espalhadas pelo país.
Ao todo, foram cumpridos 173 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais também determinaram o bloqueio de mais de R$ 508,3 milhões em bens e ativos financeiros ligados às investigações. O objetivo central foi atingir a estrutura econômica e operacional de grupos suspeitos de envolvimento com o crime organizado.
Os números foram divulgados pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Conforme o balanço oficial, foram registradas 93 prisões decorrentes de mandados judiciais e outras 44 em flagrante durante as diligências.
Operação alcançou diferentes frentes do crime organizado
As investigações conduzidas pelas FICCOs envolveram suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e à atuação de organizações criminosas violentas. Também foram identificados alvos investigados por possíveis vínculos com homicídios, extorsão, agiotagem, disputas territoriais e tráfico transnacional de drogas.
Entre as medidas patrimoniais cumpridas durante a operação está o sequestro de 29 imóveis. As equipes também apreenderam 18 veículos, sete armas de fogo, 49 munições, mais de 100 quilos de drogas e R$ 171,8 mil em dinheiro. Os materiais e bens recolhidos serão submetidos aos procedimentos de investigação e às decisões judiciais correspondentes.
O bloqueio de ativos financeiros representa uma das principais estratégias da ofensiva. Ao interromper a movimentação de recursos e restringir o patrimônio associado aos investigados, as autoridades buscam reduzir a capacidade de financiamento das organizações criminosas, além de preservar valores e bens que podem ser submetidos posteriormente à análise da Justiça.
Integração entre forças de segurança
A operação foi executada por meio da atuação conjunta de diferentes instituições. As FICCOs reúnem, conforme a estrutura de cada unidade, integrantes da Polícia Federal, das polícias civis e militares, das polícias penais, das guardas municipais, da Polícia Rodoviária Federal e de órgãos estaduais de segurança pública.
Esse modelo permite compartilhar informações, distribuir tarefas e conduzir investigações que ultrapassam os limites de um único município ou estado. Na Operação Força Integrada IV, a mobilização nacional possibilitou o cumprimento coordenado de ordens judiciais em diferentes regiões, com foco em redes criminosas e em seus meios de financiamento.
A abrangência interestadual também reflete a característica das apurações. Grupos envolvidos com tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro podem manter atividades, patrimônio e conexões em locais distintos. Por isso, a ação simultânea das forças de segurança busca evitar que investigados transfiram recursos, ocultem bens ou interrompam a cadeia de atuação antes do cumprimento das medidas.
Balanço reúne prisões, buscas e medidas patrimoniais
O resultado oficial reúne diferentes tipos de providências adotadas durante a ofensiva. Além das prisões e dos mandados de busca, houve apreensões de drogas, armas, munições, dinheiro e veículos, assim como o sequestro de imóveis e o bloqueio de ativos financeiros. Cada medida está relacionada às linhas de investigação conduzidas pelas unidades responsáveis.
Os alvos da operação são investigados e não podem ser considerados condenados. A definição de eventual responsabilidade criminal dependerá do avanço das apurações, da análise das provas e das decisões tomadas pelo Poder Judiciário ao longo do processo.
Deflagrada em 16 de setembro de 2026, a Operação Força Integrada IV reforça a estratégia de atuação conjunta contra organizações criminosas em escala nacional. O balanço divulgado pelas autoridades poderá ser complementado conforme os procedimentos de investigação, a perícia dos materiais apreendidos e o andamento das medidas judiciais.



