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Operação MUTE apreende 442 celulares em presídios de todo o país

Close de um celular envolto por uma corrente com cadeado, simbolizando restrição e segurança.

A nova edição nacional da Operação MUTE apreendeu 442 aparelhos celulares em unidades prisionais de diferentes partes do país. Coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação foi realizada entre 21 e 24 de setembro de 2026.

De acordo com o balanço parcial divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, participaram da operação 3.540 policiais penais. Ao todo, foram vistoriadas 2.868 celas em 90 estabelecimentos prisionais, que abrigam aproximadamente 65.174 pessoas privadas de liberdade.

Os números foram divulgados em 25 de setembro e ainda não representam o resultado definitivo da operação. Segundo a Senappen, algumas ações permaneciam em andamento no momento da publicação do balanço, e os dados finais seriam apresentados após o encerramento das atividades.

Operação mira comunicações ilícitas nos presídios

A Operação MUTE tem como foco retirar aparelhos celulares dos estabelecimentos penais e interromper comunicações proibidas a partir do sistema prisional. A estratégia busca reduzir o uso desses dispositivos para manter contatos ilícitos e dificultar a atuação de organizações criminosas dentro e fora das unidades.

Conforme a página institucional da Senappen sobre a Operação MUTE, a definição dos locais vistoriados utiliza informações de inteligência. Dessa forma, as revistas são direcionadas para unidades e celas consideradas prioritárias no planejamento da ação, em vez de depender exclusivamente de procedimentos aleatórios.

A retirada dos celulares é tratada como uma medida de segurança penitenciária, porque os aparelhos podem facilitar a comunicação não autorizada entre pessoas presas e contatos externos. A operação, portanto, não se limita à apreensão do material: também integra esforços de inteligência e de controle da rotina prisional.

Integração entre União, estados e polícias penais

A dimensão nacional da MUTE envolve a cooperação entre a União, os estados e as polícias penais. A mobilização de milhares de profissionais permite realizar ações coordenadas em diferentes estabelecimentos, com planejamento orientado por informações produzidas no âmbito da inteligência penal.

Essa articulação faz parte de uma agenda mais ampla de segurança prisional, que reúne compartilhamento de inteligência, capacitação profissional e modernização tecnológica. Em publicação sobre o tema, a Secretaria Nacional de Políticas Penais destaca a integração de iniciativas voltadas ao enfrentamento do crime organizado no sistema penitenciário.

Para o diariodapolicia.com.br, a operação também evidencia a atuação da polícia penal em uma frente específica da segurança pública: o controle das comunicações dentro dos presídios. O resultado preliminar reúne dados de efetivo, unidades, celas vistoriadas e materiais apreendidos, permitindo dimensionar a abrangência da mobilização nacional.

Balanço ainda pode ser atualizado

Embora a apreensão de 442 celulares seja o principal resultado anunciado até agora, a Senappen classificou o levantamento como parcial. Por isso, o número deve ser interpretado como um retrato das ações contabilizadas no momento da divulgação, e não como o total final da Operação MUTE.

A consolidação dos dados dependerá do encerramento de todas as atividades previstas e da reunião das informações enviadas pelas unidades participantes. Até a divulgação de um balanço definitivo, permanecem como referências oficiais os 3.540 policiais penais mobilizados, as 90 unidades vistoriadas e as 2.868 celas revistadas no período informado.

A operação foi realizada de 21 a 24 de setembro de 2026, com o balanço parcial publicado no dia seguinte. A continuidade da estratégia depende da cooperação entre os órgãos responsáveis pela administração penitenciária, do uso de inteligência e do acompanhamento das medidas de segurança adotadas no sistema prisional.

Redação Diário da Polícia

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